Economia

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Equipe apresentou projeto na Comissão Europeia, em Bruxelas (Dezembro de 2017)

Um retrato da relação entre as famílias brasileiras e os alimentos que diariamente vão parar nas latas de lixo de todo o País mostra a realidade desse traço comportamental arraigado na rotina do brasileiro. Ela está comprovada no relatório final de um projeto que buscou quantificar o desperdício de alimentos em famílias brasileiras e mapear caminhos que levassem a respostas sobre o porquê de quantidades tão grandes de comida deixarem de ser consumidas, sendo descartadas em um mundo com fome. Os dados detalhados da pesquisa estão disponíveis na internet e podem ser acessados na página dos Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil, programa de cooperação que possibilitou a execução da pesquisa liderada pela Embrapa em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP).

Além de estabelecer uma métrica dos valores absolutos do desperdício alimentar domiciliar no Brasil, a pesquisa também evidenciou a correlação negativa do desperdício, de maneira estatisticamente significativa, com duas variáveis atitudinais da população: consciência socioambiental e percepção do impacto no orçamento familiar. Respondentes com maior consciência ambiental e maior percepção do impacto do desperdício no orçamento familiar apresentaram menor propensão a desperdiçar alimentos.

“Os resultados enfatizam a importância de ações contínuas para mudanças comportamentais nos consumidores por meio de campanhas de comunicação e iniciativas de educação nutricional. O Brasil já dispõe de um plano de ação abrangente para reduzir perdas e desperdício de alimentos, que é a Estratégia aprovada pela Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional. O desafio também passa pela vontade política necessária para a implementação da estratégia e articulação de ações conjuntas que envolvam diferentes elos da cadeia agroalimentar”, destaca Gustavo Porpino, analista da Secretaria de Inovação da Embrapa e líder do projeto concluído nos Diálogos Setoriais UE-Brasil. Para Carlos Eduardo Lourenço, pesquisador da FGV-EAESP, a pesquisa concluída também contribui para o avanço na compreensão do comportamento de consumo de alimentos do brasileiro. “As evidências empíricas apontam para a força da cultura nos hábitos de desperdiçar alimentos dos brasileiros. A intenção, a partir dos achados deste estudo, é dar continuidade às pesquisas com novas abordagens sobre os fatores comportamentais que levam ao desperdício de alimentos”, comenta. (Fonte: Mundocopp/Aline Bastos – Foto: Diálogos Setoriais)

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