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Araçuaí faz palestra sobre Maria da Penha

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Da esquerda para a direita: Sargento Gilson, psicóloga Ângela Oliveira, juiz Jorge Arbex, advogada Ozenir Oliveira e cabo Jaqueline

Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, avança no combate à violência doméstica e familiar. Quarenta homens, autores de agressões contra mulheres, residentes nos municípios que compõem a comarca, assistiram, no último dia 28 (10/21), à palestra “A Lei Maria da Penha e o Cotidiano”. Promovido pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), o evento integra o programa Restaurar, que visa à recuperação dos autores e à diminuição da reincidência dos casos desse tipo de violência.

A palestra foi ministrada pela advogada Ozenir Oliveira Damasceno, presidente da OAB Mulher, e teve apresentação do juiz Jorge Arbex Bueno, da 2a Vara da comarca e coordenador do Cejusc, que explicou a dinâmica do programa Restaurar. O sargento Gilson e a cabo Jaqueline, da Polícia Militar em Araçuaí, falaram sobre o projeto de Prevenção à Violência Doméstica desenvolvido pela instituição.

“Foi um dia memorável para o Programa Restaurar”, comemorou o juiz Jorge Arbex. Segundo o magistrado, as palestras destacaram a importância do papel da mulher no espaço familiar e reforçaram conceitos importantes como o de família eudemonista. Ele explica que o termo se refere à família que busca a realização plena de seus integrantes, e se caracteriza pelo afeto recíproco, a consideração e o respeito mútuos, independentemente do vínculo biológico.

PROGRAMA RESTAURAR

Criado em maio deste ano pelo juiz Jorge Arbex, o programa Restaurar é voltado a autores de violência doméstica residentes nos municípios de Araçuaí, Itinga e Padre Paraíso. Após serem julgados e sentenciados, os agressores ainda podem ser incluídos no programa.

O trabalho consiste em reuniões semanais, em que os autores de violência doméstica, acompanhados por psicólogos e assistentes sociais, têm a oportunidade de repensar seu comportamento e seus relacionamentos. Também são realizados atendimentos psicossociais individuais e palestras que discutem temas como a valorização da mulher e da família. (Fonte e foto: TJMG)

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