Economia

Audiência pública discute o queijo artesanal de Minas

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O queijo artesanal é um dos maiores símbolos de Minas Gerais

A Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) está realizando, agora (14/09/21), audiência pública sobre os problemas da cadeia produtiva dos queijos artesanais no Estado. O debate acontece desde as 15 horas, no Auditório José Alencar, atendendo a requerimento do presidente da comissão, deputado Delegado Heli Grilo (PSL).
Segundo o deputado, o debate dedica atenção especial à regulamentação de tipos de queijo artesanal, à habilitação sanitária das queijarias e à comercialização interestadual, principais entraves enfrentados pelos produtores. É que, na avaliação dele, o queijo artesanal mineiro ainda carece de uma legislação sanitária federal específica para produtos agroartesanais.
“Como a fiscalização sanitária não tem uma lei específica para o produto artesanal, ela se reporta à lei de inspeção da indústria. Aplicar processos de controle e padrões microbiológicos da produção industrial na artesanal mata a nossa produção” – avalia o parlamentar.
O deputado compara a situação vivida pelos produtores mineiros à de seus colegas da França, país que é referência mundial na produção de queijos artesanais.
Enquanto os queijos artesanais franceses são valorizados e comercializados no mundo todo, inclusive no Brasil, o produto mineiro, produzido da mesma forma, ainda enfrenta todo tipo de dificuldade, embora nada fique a dever ao francês. Como exemplo, Grilo lembra que o Brasil ganhou 55 medalhas em um concurso de queijos artesanais na França, sendo que, destas, 51 foram de Minas e mais de 20 da Serra da Canastra. Mas, todos os queijos artesanais mineiros degustados pelos jurados em território europeu chegaram lá de forma clandestina, porque o produto não pode ser comercializado legalmente sequer fora do Estado.
“O que se exige para a produção de queijo aqui é cem vezes mais difícil do que na França. O queijo artesanal lá é vendido a mais de US$ 100,00 (mais de R$ 500, o quilo) e a R$ 50,00 aqui” – informa o presidente da Comissão de Agropecuária, sem, contudo, esclarecer que na França o salário é muito superior ao do Brasil e que se ganha em Euro, moeda mais forte que o dólar.
“Precisamos cobrar mais enfaticamente a mudança da legislação federal que norteia a fiscalização. O queijo industrial é feito de queijo pasteurizado, enquanto o queijo artesanal é de leite cru; então, a fiscalização tem que ser diferente” – encerra. (Fonte: ALMG – Foto: Willian Dias)

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