Economia

Avanço da produção industrial

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Setor de derivados do petróleo e biocombustíveis foi o grande responsável pelo avanço da indústria fluminense

Em oito dos 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional) em abril, quando o índice nacional cresceu 0,1%, a produção industrial avançou. Os destaques do mês foram Rio de Janeiro (5,9%), Santa Catarina (3,3%) e Bahia (3,0%), com as maiores expansões na produção. Pernambuco (2,0%), Pará (1,9%), Região Nordeste (1,5%) e Rio Grande do Sul (0,5%) também registraram avanços mais intensos que a média nacional, com o estado do Amazonas (0,1%) completando o conjunto de locais com índices positivos em abril de 2022. Os dados foram divulgados ontem (09/06/22), pelo IBGE.
“Esse crescimento tímido em abril se deve a fatores como a inflação elevada, a baixa massa de rendimento (que reduz o consumo das famílias), o encarecimento das matérias-primas e o desabastecimento de insumos” – explica o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.
A principal influência positiva veio do Rio de Janeiro, com crescimento de 5,9%, a segunda taxa positiva consecutiva para a indústria fluminense. O setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis foi o grande responsável por esse avanço, tendo contribuído secundariamente o setor de metalurgia. “Foi a taxa mais intensa para o Rio desde julho de 2020, quando a indústria fluminense atingiu 8,0% de crescimento” – lembra Almeida.
Em segundo lugar, também em termos absolutos e de influência no índice, aparece Santa Catarina, com alta de 3,3%, influenciada em grande parte pela indústria do vestuário. Com esse resultado, o estado eliminou parte da sua queda do mês anterior, que foi de 3,5%.
Já a queda de 2,8% de São Paulo foi a principal influência negativa no índice nacional. O estado concentra aproximadamente 34% da produção industrial nacional. “O baixo desempenho do setor de veículos automotores e o de máquinas e equipamentos teve o maior peso nesse resultado” – comenta o técnico.
No acumulado no ano, houve redução na produção em 11 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Pará (-10,2%), Ceará (-9,0%) e Santa Catarina (-8,1%). Pernambuco (-4,3%), São Paulo (-4,0%) e Paraná (-3,6%) registraram taxas negativas mais acentuadas do que a média nacional (-3,4%), enquanto Região Nordeste (-2,1%), Minas Gerais (-2,1%), Rio de Grande do Sul (-1,5%), Espírito Santo (-0,9%) e Goiás (-0,7%) completaram o conjunto de locais com recuo na produção no índice acumulado no ano. (Fonte: IBGE-Unidade Minas Gerais – Foto: André Motta de Souza/Petrobrás)

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