Agro

Calor causa prejuízos junto a vacas leiteiras

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Excertos de artigo de Alexandre M. Pedroso (Consultor Técnico Bovinos Leiteiros Nutron/Cargill)

Que o stress por calor afeta duramente o desempenho das vacas leiteiras, ninguém discute. Nos últimos 5 anos, o estudo do impacto do stress por calor sobre a saúde e desempenho de bovinos leiteiros avançou muito, mostrando de forma contundente como a negligência na prevenção desse problema gera enormes prejuízos às fazendas (que vão muito além da redução na produção de leite) e piora os índices reprodutivos.

O calor prejudica a proliferação de tecido mamário no período seco e o desenvolvimento e desempenho de bezerras cujas mães são submetidas a stress calórico no final da gestação.

Sinais de stress por calor nos rebanhos leiteiros são, entre outros, a frequência respiratória das vacas, o índice de ocupação da cama e o “bunching” (aglomeração de animais).

Toda vez que a frequência respiratória fica acima de 60 movimentos por minuto, o animal está em stress por calor.

Outra forma de avaliar o impacto do calor é observar o índice de ocupação das camas das vacas. Sempre que estão sofrendo com o calor, os animais tendem a ficar mais tempo em pé, pois é uma forma de ajudar na dissipação do calor interno. O ideal é que pelo menos 80% das vacas consideradas na avaliação estejam deitadas. Quando os animais estiverem sob stress por calor, será comum haver menos de 50% de vacas deitadas. Se, além disso, houver número significativo de vacas com frequência respiratória acima de 70, o desafio é grande.

Outro sinal claro de que os animais estão sofrendo com o calor é aglomeração de vacas num local específico da instalação onde há uma corrente de ventilação natural que ajudaa aliviar um pouco, como mostra a foto da matéria.

Salas de banho na espera da ordenha e a colocação de aspersores e ventiladores nas linhas de cocho são grandes aliados na batalha contra o calor.

Além disso, há diversas ações que o produtor pode e deve colocar em prática para ajudar os animais a lidarem melhor com o desafio do calor, tais como:

• Garantir que todo o rebanho tenha acesso irrestrito a água de beber, limpa e de boa qualidade.

• Garantir que todos os animais tenham acesso a sombra em local limpo e seco, seja qual for o tipo de sistema de produção.

• Oferecer ao rebanho alimentação que permita maximizar a saúde e minimizar a geração de calor interno. O uso de gordura inerte é uma excelente ferramenta para aumentar a concentração energética das dietas, sem impactar a produção de calor endógeno.

• Uso de aditivos que comprovadamente melhoram a imunidade e saúde dos animais. (Foto e Fonte: Cargill)

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