Economia

Características dos domicílios e dos moradores em 2019 em Minas

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A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua, do IBGE, coleta, além de informações que auxiliam o entendimento e a caracterização do mercado de trabalho, informações que permitem entender aspectos sociais e demográficos do País. Neste informativo, são apresentados indicadores relacionados às características dos domicílios, assim como a distribuição da população residente por sexo, grupos de idade e cor ou raça dos moradores.

HABITAÇÃO

Referente ao tema Habitação, além de investigar o tipo e condição de ocupação do domicílio, a pesquisa levantou informações sobre os serviços de energia elétrica, saneamento básico e destino do lixo, que são de extrema importância para a melhoria das condições de vida e saúde da população. A pesquisa visita os domicílios selecionados por cinco trimestres consecutivos, sendo uma vez a cada trimestre, e o tema habitação é investigado sempre na primeira visita ao domicílio.

Tipo e condição do domicílio

A PNAD Contínua estimou que, em 2019, havia em Minas Gerais 7,46 milhões de domicílios, representando um aumento de 1,0% de unidades domiciliares em relação a 2018. Os domicílios mineiros correspondiam a 10,3% do total dos domicílios no País.

Do total de domicílios no Estado, 85,3% eram casas e 14,7% apartamentos, próximo ao observado para o País (85,6% e 14,2%, respectivamente). Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), os apartamentos correspondiam a 27,9% dos domicílios, enquanto no município da capital eram 41,0% (Tabela A1).

Em Minas Gerais, os domicílios próprios de algum morador que já haviam sido pagos representavam 65,3%, enquanto 7,3% ainda estavam sendo pagos. Os domicílios alugados respondiam por 17,4% do total; os cedidos representavam 9,8%; e aqueles em outra condição como, por exemplo, nos casos de invasão, totalizavam 0,1%

Abastecimento de água

Em 2019, do total de domicílios estimado em Minas Gerais, 99,7% possuíam água canalizada, nível acima do estimado para o Brasil (97,6%). Em 89,1% dos domicílios do Estado, a principal fonte de abastecimento de água era a rede geral de distribuição. Deste contingente, em 96,0%, a disponibilidade da rede geral era diária; em 3,0%, a frequência era de 4 a 6 dias na semana; e de 1 a 3 dias na semana em 0,9% dos domicílios. Em 2,8% dos domicílios, a principal fonte era poço profundo ou artesiano; em 2,1%, era poço raso, freático ou cacimba; e fonte ou nascente eram a principal fonte em 5,4%. No País, 85,5% dos domicílios tinham como principal fonte de abastecimento de água a rede geral de distribuição e, deste contingente, 88,5% dispunham da rede geral diariamente.

Banheiro e esgotamento sanitário

Estimou-se que 99,3% dos domicílios em Minas Gerais possuíam banheiro de uso exclusivo, enquanto no País eram 97,8%. Em 81,9% do total de domicílios mineiros, o escoamento do esgoto era feito por meio de rede geral, rede pluvial ou fossa séptica ligada à rede, nível acima do observado para o Brasil (68,3%). Em 6,5% dos domicílios do Estado, o esgotamento sanitário era por meio de fossa séptica não ligada à rede e em 11,6% havia outra forma.

O percentual de domicílios em que o escoamento do esgoto era feito por meio da rede geral, rede pluvial ou fossa ligada à rede foi bem diferente entre as Unidades da Federação, (UFs) registrando-se, entre as maiores coberturas, 92,6% em São Paulo, 90,3% no Rio de Janeiro e 87,9% no Distrito Federal. Os menores percentuais observados foram no Piauí (8,6%), Rondônia (15,3%) e Amapá (18,4%).

No município de Belo Horizonte e na RMBH, o percentual de domicílios com escoamento do esgoto feito por meio de rede geral, rede pluvial ou fossa ligada à rede encontrava-se acima da média estadual, sendo de 98,3% e 92,2%, respectivamente. Entre os municípios das capitais, o Rio de Janeiro apresenta o mesmo percentual de Belo Horizonte, sendo inferior apenas ao de Vitória, onde há 100% de cobertura.

Destino do lixo

Em 2019, o percentual de domicílios no Estado cujo lixo era coletado diretamente por serviço de limpeza foi de 87,3%, ao passo que a média do País foi de 84,4%. Em 4,9% dos domicílios de Minas Gerais, o lixo era coletado em caçamba de serviço de limpeza e, em 7,1%, era queimado na propriedade.

Na RMBH, 95,3% dos domicílios tinham o lixo coletado diretamente por serviço de limpeza, e, na capital mineira esse percentual era de 95,2%. Dentre as capitais estaduais, Goiânia foi a que apresentou o maior percentual de domicílios cujo lixo era coletado diretamente por serviço de limpeza (99,3%). Por outro lado, Porto Velho (64,5%) e Salvador (74,5%) foram as capitais com menor proporção.

Dentre as regiões metropolitanas, que incluem os municípios das capitais, a de Goiânia (98,0%), seguida pela de Curitiba (97,8%) e pelas Regiões Metropolitanas de São Paulo e Aracaju (96,6%), foram as que apresentaram os maiores percentuais de domicílios cujo lixo era coletado diretamente por serviço de limpeza.

Energia elétrica

Quase a totalidade de domicílios em Minas Gerais (99,9%) possuía energia elétrica, seja proveniente da rede geral ou fonte alternativa, índice similar ao registrado para o país (99,8%). Estimou-se que em Minas Gerais, 99,9% do total de domicílios possuía energia elétrica proveniente da rede geral, e, em 99,6% destes domicílios, a disponibilidade era em tempo integral.

Posse de bens e serviços

A geladeira foi um item encontrado em quase todos os domicílios, com um percentual de 98,8% em Minas Gerais e 98,1% no Brasil. Entre as UFs, nenhuma registrou percentual abaixo de 91,1%, variando de 91,1% no Pará a 99,6%, em Santa Catarina.

A posse de máquina de lavar roupa foi o item que apresentou maiores diferenças entre as UFs, com uma média nacional de 66,1%. Os menores percentuais foram observados no Maranhão (27,4%) e no Acre (27,6%), enquanto os estados com os maiores percentuais foram Santa Catarina (93,8%) e São Paulo (85,7%). Minas Gerais, com 63,9% de domicílios com máquina de lavar roupa, ficou um pouco abaixo da média do País.

No Estado, o percentual de domicílios que possuíam carro foi de 52,7%, motocicleta, 23,8%, e 14,8% dos domicílios possuíam ambos, ao passo que no Brasil 49,2% dos domicílios possuíam carro, 22,9% motocicleta e 11,7% ambos.

Moradores

Em Minas Gerais, em 2019, a população residente foi estimada em 21,16 milhões de pessoas, ao passo que em 2012 eram 20,2 milhões, com uma variação acumulada, no período, de 4,6%. Assim, o Estado representa, aproximadamente, 10% da população brasileira, atrás apenas do estado de São Paulo, cuja população foi estimada em 45,9 milhões, em 2019.

Sexo e cor ou raça

Em 2019, os homens representavam 49,0% da população de Minas Gerais, e as mulheres 51,0%, percentuais próximos aos verificados para o Brasil (percentual de 48,2% e 51,8% de homens e mulheres, respectivamente). Entre as UFs, a maior proporção de homens foi observada no estado do Mato Grosso (50,3%), e a maior proporção de mulheres no Rio de Janeiro (53,5%). Na capital, Belo Horizonte, as mulheres representavam 52,7% da população total, percentual superior, portanto, ao da média estadual.

No Estado, a população declarada branca, em 2019, era de 8,21 milhões de pessoas, sendo que esta população registrou redução de 8,34%, quando comparada com 2012. Em contrapartida, a população declarada preta e parda cresceu, nesse período, 36,5% e 11,3%, respectivamente.

Em 2019, a população branca representava 38,8% da população residente em Minas Gerais, ao passo que 11,3% se declarou preta e 49,6%, parda. Em 2012, os que se declaravam brancos eram 44,3%, enquanto 8,7% se declararam de cor preta e 46,7% se declararam pardos.

Grupos de idade

Em Minas Gerais, considerando a população total, em 2012 o grupo das pessoas de 60 anos ou mais de idade representava 13,4% da população estadual, enquanto em 2019 este percentual cresceu para 16,7% da população residente (Tabela A5). No país, a participação desse grupo etário evoluiu de 12,8% para 15,7% no mesmo período. Por outro lado, a parcela de crianças entre 5 e 9 anos de idade na população residente, em Minas Gerais, passou de 6,5% para 6,1%, neste mesmo período, enquanto no Brasil passou de 7,3% para 6,6%.

Em termos absolutos, o aumento do número de pessoas de 60 anos ou mais, entre 2012 e 2019, foi de 30,6% no Estado, ao passo que no País foi de 29,5%. Em relação ao contingente de crianças de 0 a 9 anos, houve uma redução de 2,9% em Minas Gerais e 3,4% no Brasil, no mesmo período.

De um modo geral, observou-se alargamento do topo e estreitamento da base da pirâmide da estrutura etária, evidenciando o envelhecimento populacional no período, tanto no Brasil quanto em Minas Gerais. É possível observar um comportamento parecido no que se refere à distribuição da população, quando se compara Brasil e Minas Gerais. No entanto, algumas particularidades podem ser destacadas quando se avalia a estrutura etária de Belo Horizonte, verificando-se o ano de 2019 que o percentual de mulheres com 80 anos ou mais era de 3,9% em Belo Horizonte, valor acima àquele observado no Estado (3,1%) e no País (2,7%). Além disso, o percentual de mulheres no grupo etário de 30 a 39 anos em Belo Horizonte era de 16,5% em 2019, valor que se destaca em relação ao observado em Minas Gerais e no Brasil (15,6% e 15,8%, respectivamente). (Fonte e foto: IBGE-Unidade Minas Gerais)

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