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Corrente do Bem reforma celas, banheiros e sanitários do Presídio de T. Otôni

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Estado de uma cela antes da reforma

O “Corrente do Bem”, grupo de apoio social com trabalho sem fins lucrativos, político ou religioso, está realizando a reforma das celas, banheiros e sanitários do Presídio de Teófilo Otôni, localizado nas proximidades da Penitenciária Estadual, Estrada do Córrego do Pita. O trabalho está sendo possível graças a doações dos participantes do grupo, apoio do padre Honório (Paróquia de São Francisco), coordenação da advogada Dra. Rosinha e mão de obra dos detentos. Outros trabalhos de assistência social vêm sendo levados a efeito no município pelo “Corrente do Bem”.

Para justificar a iniciativa, o representante da entidade, administrador Carlos Viana, defende que o cumprimento das penas tem que ser feito com dignidade. O trabalho vem sendo realizado com vistas a melhorar a qualidade de vida dos detentos.

TUDO DANIFICADO

“As celas estão extremamente danificadas, não oferecendo dignidade ou condição de habitação pela população carcerária” – informa Viana.

Instalado para receber 190 detentos, o Presídio, hoje, abriga mais de 700. São 54 celas, 54 banheiros e 54 sanitários.

Desde sua inauguração em julho de 2008, pelo então governador Aécio Neves, o Presídio não recebeu qualquer reforma em suas instalações de celas, banheiros e sanitários. As descargas, inclusive, estão quebradas, gerando um ambiente não apenas irrespirável, mas também capaz de provocar doenças.

INDISPONIBILIDADE DE ÁGUA

Carlos Viana abordou, também, a indisponibilidade de água, problema que, segundo ele, já vai ser corrigido com verba de emenda do deputado federal Aécio Neves. A PMTO já recebeu a verba, e o “Corrente do Bem” manteve contato com a Copasa, com vistas a liberar a Copanor para fazer o projeto de levar água ao Presídio.

O custo anual do fornecimento de água, levada por caminhões pipa, gira em torno de R$ 400.ooo,00. O grupo pretende investir R$ 100.000,00 com a nova captação, o que deverá baixar o custo.

A liberação do precioso líquido é feita por apenas cinco minutos pela manhã (para que os detentos bebam), dez após o almoço (para as necessidades fisiológicas) e 15 à noite (para o banho frio).

Não há água suficiente, obrigando os 30 detentos de cada cela a limitarem o seu uso, inclusive em relação aos vasos sanitários, onde os dejetos vão sendo acumulados durante o dia e cobertos com jornal. “Ao fim do dia, é feita a higienização dos vasos.  O cheiro é insuportável e desumano. Os detentos que ali estão, um dia vão ser libertos, alguns deles com ódio à sociedade. Aí, não será bom se saírem de lá mais revoltados e piores do que entraram. Para a gente, será terrível. Vão voltar para a sociedade no afã de cometer mais crimes para poderem se vingar desse tratamento que receberam” – diz Viana.

Outro projeto do “Corrente do Bem” visa a gerar ocupação para os detentos. Carlos Viana disse: “Temos uma oficina multifuncional que será instalada, também com verba de emenda parlamentar do deputado Aécio Cunha.” (Fonte e fotos: Corrente do Bem)

Sanitário antes da reforma
Sanitário após a reforma
Banheiro antes da reforma
Banheiro após a reforma
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