Política

EDITORIAL – As velhas promessas

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Nem ainda chegou a temporada oficial da campanha política, e alguns pré-candidatos a prefeito de Teófilo Otôni iniciam a fase de promessas. Talvez, porque não sejam “pré”, mas simplesmente “candidatos”, e nem acreditem na chamada Justiça Eleitoral. Alguns deles, claro, estão só buscando garantir sua fatia no bolo da administração municipal, sabedores que são de que não têm cacife para a disputa. Então, tomam posição de disputante. Depois, conversam com um candidato com algumas chances de vitória, e acertam uma Secretaria e alguns empregos para seus seguidores. A troca está combinada. Aí, está tudo pronto para uma declaração pública de apoio, crendo, o “apoiado”, que está conseguindo alguma vantagem de votos populares, acreditando que está fazendo um grande negócio.

Na relação dos “pré” de Teófilo Otôni, há alguns que não têm voto sequer para disputar o último lugar na Câmara Municipal. E olhem que o último lugar às vezes tem, no mínimo, um voto (do próprio “pré”). Então, de que vale o apoio de um “político” deste naipe?

Para fortalecer suas posições, alguns “pré” começam a prometer obras públicas em sua “administração”: calçamentos na cidade e distritos, tapa-buraco aqui e acolá, terraplenagem nas estradas rurais etc. Tomara que os eleitores não engulam mais essa mentirada descarada, que se repete a cada eleição. Tomara que votem exatamente no candidato contrário: aquele que nada promete.

Não épossível que candidatos ou “pré” continuem acreditando na idiotice do eleitor. Mas, se acreditam, fazendo promessas, merecem o troco do repúdio, inclusive para que fique patenteado o contrário: não existem mais idiotas do outro lado da campanha. Que o discurso entre no tempo da verdadeira política… (Foto: politize.com.br/Reprodução)

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