Editorial

EDITORIAL – Beirute, um lamento teófilo-otonense

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Beirute, a destruição fará renascer novamente a “Phenix”, a “Paris do Oriente”

As violentas explosões ocorridas nesta semana em Beirute, capital do Líbano, atingiram profundamente grande parcela da população de Teófilo Otôni-MG, constitituída por libanesses e seus descendentes.

Dezenas de vidas se perderam, dezenas de pessoas estão feridas (algumas gravemente), outras dezenas estão desaparecidas (possivelmente pulverizadas pelos impactos), bilhões de dólares em patrimônio foram destruídos. No coração de milhões de libanses, a dor. No âmago dos libaneses radicados em Teófilo Otôni e de seus descendentes, uma angústia aliada à dor, pelo fato de se encontrarem ausentes da terra querida.

Os impactos das explosões, equivalentes a aproximadamente 10% dos choques das bombas atômicas atiradas pelos americanos sobre Nagasaki e Hiroshima no final da Segunda Grande Guerra (segundo cálculos de especialistas), atingiram violentamente a capital de um país que vinha sofrendo com a política (coisa não rara em todos os países do mundo), a desvalorização cambial e a falta de perspectiva de seu povo.

Dominado pela França durante alguns anos, o Líbano teve a sua capital considerada como a “Paris do Oriente”. Beirute culta, uma civilização milenar, berço do primeiro navio construído no mundo (pelos vikings), lugar onde milhares de brasileiros filhos de libaneses encontraram um lar e dão extensão à Língua Portuguesa. Beirute muitas vezes detruída pelas guerras, mas reconstituída na garra de seu povo, a ponto de ser considerada a “Cidade Phenix“. Beirute cosmopolita, hoje, um recanto triste a buscar soerguimento nos braços e na inteligência de seu povo. Beirute teofilotonense, uma realidade que certamente se recuperará e ainda abraçará seus filhos distantes.

Hoje, Teófilo Otôni também chora, mas, certamente ainda embalará grandes realizações e lindas canções do povo libanês… (Foto: Fotos Públicas)

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