Política

EDITORIAL – Como será o amanhã? Et “Quousque tandem abutere patientia nostra?”

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Cícero acusando Catilina (Lucius Sergius Catilina – Nascimento: 108 a.C., em Roma; morte: 62 a.C. , aos 47 anos de idade, em Pistoia) no senado (Afresco de Cesare Maccari, pintado no século XIX)

O pós-coronavírus, como será? Como serão as relações pessoais e comerciais? Como reagirá o mercado financeiro?E a indústria, que desempenho terá? O setor de serviços, como estará? Em que posição se situará a área da Saúde no desenvolvimento e no conceito do povo e dos próprios profissionais de branco? Enfim, quantos anos serão necessários para que o mundo se recupere da catástrofe?

Preparem-se os jovens, porque não deverá ser um período fácil nem curto, o que se tem pela frente. Não se trata, o momento, de um crash como o da Bolsa de Nova Iorque em 24 de outubro de 1929. Os danos são muito mais severos, posto que não abraçam apenas o setor econômico. O coronavírus engloba tudo, consome todos os setores da atividade humana, inclusive posicionando-se como um ceifador de vidas e limitador das relações interpessoais.

Uma pergunta em separado necessita ser colocada: como o povo vai passar a encarar os políticos que comandam os destinos de seus países. No Brasil, como ficarão os mandatários dos três poderes, e do Judiciário, e do Ministério Público?

Como serão encaradas personalidades que, até então, preocuparam-se somente com seu bem estar pessoal, de seus familiares e de suas panelinhas? Personalidades personalistas, deuses iluminados e intocáveis; deuses que decidem como querem, sem a mínima preocupação com a Ética; deuses que pisam sobre o Direito, ainda que ocupando postos de defesa do Direito.

O povo vai aceitar a continuidade de figurinhas carimbadas no comando de órgãos importantes ao andamento da Nação? Como reagirá o povo?

A democracia vai continuar sendo essa, que carreia benefícios e mais benefícios para castas que bebem vinhos importados de milhares e milhares de reais, que comem lagostas e viajam todo dia de jato para a Europa e Estados Unidos às custas dos cofres da Nação, ou o povo vai receber, também, as benesses da Democracia (aí sim, com “D” maiúsculo), deixando de viver no meio de pútridos esgotos, recebendo salários justos etc.? “Quousque tandem abutere patientia nostra?” (Cícero, in “Catilinárias”) (Foto: Wikipédia/Reprodução)

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