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EDITORIAL – Enchentes, de quem é a culpa?

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As enchentes têm causado problemas em todo o mundo, quer como decorrência das mudanças climáticas, quer pela impermeabilização do solo que o homem vem realizando, quer ainda pela ausência de arborização nas ruas, ou, mesmo, pela falta de educação da população em relação ao descarte dos mais diversos tipos de material.

Também se sabe que enchentes são um fenômeno decorrente de um ciclo em que as chuvas se avolumam. Então, se também são cíclicas, as enchentes podem ser imponderáveis.

As mudanças climáticas são incontestáveis. Provocam tempestades inimagináveis, projetando sobre o solo uma quantidade enorme de água.

A impermeabilização do solo, com o uso de asfalto em substituição ao paralelepípedo na pavimentação das vias públicas, é cada dia mais acentuada. A população, dos bairros mais simples aos mais sofisticados, exige do prefeito o asfaltamento. Mas, o que deveria ser aplicado é o paralelepípedo, que permite a infiltração da água no solo, além de ter um custo de reposição insignificante e ser de fácil operação.

A ausência de arborização nas ruas também não cria pontos de infiltração de água, fazendo com que ela escorra, se junte e aumente de volume.

O descarte indevido de todo tipo de material, que vai de sacolas plásticas a sofás, geladeiras, fogões, cadeiras e até carcaças de carros sucateados, passando por animais mortos, coloca em discussão o nível de educação da população.

E as construções às margens (e até mesmo sobre) os leitos dos rios, represando-os?

O mais fácil, em toda a situação, é culpar o prefeito da cidade, quando, se se analisar a situação com atenção, verificar-se-á que sua responsabilidade está quase que somente no fato de ter substituído o emprego do paralelepípedo por asfalto e de não ter promovido a arborização. (Foto: Reprodução)

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