Editorial

EDITORIAL – Mostrando a cara, para apanhar

Publicado em

Em edição anterior, o editorial “Mostrando a cara” abordou o risco que os candidatos às eleições municipais correm ao terem a coragem de colocar seus nomes em exposição pública. O editorial mostrou que, de dois em dois anos, candidatos são dissecados por um determinado público, em colocações difamatórias, injuriosas e até mesmo caluniosas.

Nas redes sociais, a maldade de alguns supera, em muito, a disposição do candidato em concorrer a um cargo público. De repente, até mesmo a filha do candidato pratica atos que não condizem com a dignidade pública, e a esposa já passou (no mínimo) por um lupanar. É uma covardia atrás da outra; é uma indignidade imensurável. São atos que merecem não apenas o repúdio das pessoas normais, das pessoas de bem, mas também processos judiciais pesados que possam colocar um freio a tanto desvio moral.

Pois bem, esta semana foi aberta com ataques baixíssimos ao pré-candidato a prefeito de Teófilo Otôni tenente coronel Fábio Marinho dos Santos, simplesmente porque ele teria doado, na eleição passada, R$ 300,00 à campanha do prefeito eleito, Daniel Sucupira. A doação foi analisada como um dos atos mais indignos e imorais que um ser humano pode praticar. Até mesmo a esposa do militar foi questionada…

Por que isso? Onde está o nível do debate político? Querem manter a política local no patamar primitivo de uma sociedade primária? Somos, então, trogloditas? Somos pithecanthropus não erectus? Ou será que já vivemos pelo menos no estágio do Homem de Java? Muitos outros bons nomes, além dos que se apresentaram até o presente momento, poderiam estar aí, à disposição do desenvolvimento de Teófilo Otôni, tivéssemos um debate sério, não o lixo que está fazendo com que, ao mostrar a cara, a pessoa apanhe, ainda que injustamente. (Foto: Fotos Públicas)

Clique para comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Visitadas

Topo