Editorial

EDITORIAL – Mostrando a cara

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Nada se perde, nada se cria, tudo se repete!

Bem que poderia ser esta, a lei da física defendida por Lavoisier e tão repetida nas salas de aula. Aqui, contudo, vamos falar de política. Ou de baixa política.

Sempre que se aproxima o período eleitoral, repetem-se as baixarias nas rodas de conversas, nos comentários em veículos impressos, falados e televisados. O time, agora, se reforça com as redes sociais, onde muitos participantes acham que aí está um campo livre, onde tudo pode.

O aspecto que mais sofre, algumas vezes injustamente, é a moral do candidato. De cidadão honrado, sem mácula, ele passa a ser o indivíduo que “nunca participou da vida da cidade”, como se agora não pudesse iniciar tal participação. No passado não muito remoto, esteve com uma administração ineficiente em que é bem possível que o gestor tenha praticado corrupção. E não se aponta um ato sequer de desvio do candidato em questão, nem mesmo que ele tenha sabido das manobras ilegais e imorais do chefe. Passa-se a culpa do autor ao assessor, ainda que este não a tenha, e nem sequer tenha tido conhecimento das falcatruas de seu superior.

No processo de desconstrução moral, envolve-se a família do candidato – esposa, filhos, pai, mãe, irmãos, avô, avó, primos etc. -, como se ele fosse culpado pelos atos de terceiros, ainda que tais atos não tenham sido praticados.

Um candidato sério e limpo precisa ter coragem, desapego, muito desprendimento para enfrentar uma candidatura e, literalmente, mostrar a cara numa disputa eleitoral. O prazer de participar pode se tornar um drama… (Foto: Reprodução)

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