Economia

Efeitos do Covid-19: Economia do Reino Unido sofre maior tombo em 311 anos

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A famosa ponte de Londres

REDAÇÃO: OPERA MUNDI

Retração em 2020 foi de 9,9% e só não supera a queda registrada em 1709, no que ficou conhecido como o Grande Inverno

O Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido sofreu a maior queda desde 1709, há mais de 300 anos, por conta da pandemia do Novo Coronavírus, informou, hoje (12/02/21), o Escritório de Estatísticas Nacionais do país (ONS). Os dados mostram uma retração de 9,9% em 2020 na economia do país.

Este índice só não é pior do que o registrado 311 anos atrás, quando ocorreu o Grande Inverno de 1709, um dos mais rigorosos já enfrentados até então. A queda de 2020 superou a retração causada pelas guerras napoleônicas e pela Primeira Guerra Mundial.

No entanto, se não fosse uma leve recuperação da economia no último trimestre do ano, a situação britânica poderia ser pior. De acordo com o ONS, neste período, o PIB cresceu 1%, puxado pelo relaxamento de algumas restrições à circulação no país.

O resultado interrompe uma sequência de crescimento iniciada em 2010, quando a economia do país havia crescido 2,1%. No ano anterior, em 2009, o Reino Unido havia sofrido os efeitos da crise financeira mundial, registrando um PIB de -4,1%.

Rishi Sunak, o chancellor britânico – que, no país, é o cargo equivalente ao de ministro da Fazenda – afirmou que os resultados mostram um “choque grave” na economia do país, causado pelo Novo Coronavírus, e que a expectativa é de uma situação complicada por causa das novas restrições em vigor desde o fim de 2020.

Analistas dizem que a economia britânica tem potencial para encolher ainda mais.

Os números colocam pressão sobre o governo do premiê Boris Johnson, que tenta acelerar avacinação no Reino Unido para tentar reabrir a economia o mais rápido possível. O país foi o primeiro a começar a vacinação contra o Covid-19.

ECONOMIA DE OUTROS PAÍSES DURANTE A PANDEMIA

O Reino Unido não é o único país que teve a economia afetada pela pandemia. França e Espanha, por exemplo, entraram em recessão massiva em 2020, com quedas de -8,3% e -11%, respectivamente.

Por sua vez, a economia dos Estados Unidos fechou o ano de 2020, o último completo da gestão do republicano Donald Trump, com uma retração de 3,5%. Assim como no Reino Unido, a queda foi também a primeira desde 2009, quando, com a crise financeira, o PIB contraiu 2,5%.

Na América Latina, a Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) das Nações Unidas apontou que o crescimento econômico da região previsto para 2021 não será suficiente para superar a retração causada pela pandemia do Novo Cronavírus. (Fonte: Opera Mundi – Foto: Freepik)

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