Saúde e Beleza

Escorpiões: perigo durante o verão

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Escorpião amarelo é o mais perigoso

Em 2020, foram registrados mais de 149 mil casos de acidentes com escorpiões no Brasil, segundo o Boletim Epidemiológico disponibilizado pelo Ministério de Saúde. O número segue refletindo a importância da adoção de medidas preventivas contra essa praga urbana, principalmente agora, que o verão ainda está no início.

A estação, caracterizada por altas temperaturas e chuvas constantes, proporciona ao escorpião o ambiente perfeito para sua proliferação, além de facilitar o deslocamento até os lares. Essa migração ocorre em função do aumento do volume de água nas redes de esgoto, o que faz com que o animal busque alternativas de moradia temporária. As interferências feitas pelo homem no meio ambiente, que incluem a construção desordenada e o descarte inadequado de lixo, especialmente material de construção, também propiciam a proliferação.

De acordo com a bióloga Maria Fernanda Zarzuela, da Bayer, duas espécies de escorpiões são mais comuns no país, a Tityus serrulatus (escorpião amarelo) e a Tityus bahiensis (escorpião marrom), sendo a primeira a mais preocupante em termos de saúde pública. “A composição química de seu veneno é altamente tóxica, e, por isso, é considerado um dos mais perigosos. Uma característica essencial desta espécie é a partenogênese, um tipo de reprodução sem a presença de um macho – que pode chegar até 50 filhotes por ano” – comenta.

Para que acidentes com o aracnídeo sejam evitados, adotar alguns hábitos é essencial. No espaço urbano, é recomendado utilizar telas em ralos, tanto nos que ficam no chão, quanto nos localizados em pias e tanques; afastar camas e berços das paredes e vistoriar roupas e calçados antes de vesti-los. “Manter os locais limpos e vedar frestas são os primeiros passos para evitar acidentes com escorpiões” – reforça a bióloga.

Em áreas externas, como jardins e quintais, é importante mantê-los livres de entulhos, folhas secas e lixo doméstico e, também, amparar áreas com gramados. Nas áreas rurais, além da necessidade de se adotarem todas as medidas citadas, é essencial preservar os inimigos naturais dos escorpiões, entre eles lagartos, sapos e aves de hábitos noturnos.

Segundo a bióloga, também é possível fazer o controle de pragas urbanas, como o escorpião, com a colocação de produtos líquidos, em pó ou até mesmo iscas à base de gel com “efeito dominó”, em que o produto é transferido entre baratas, além de outros produtos para formigas, moscas e ratos. “Estas pragas são predadores ativos e suas principais presas são as baratas, cupins, grilos e aranhas de pequeno porte. Desta forma, fala-se muito sobre a importância de manter infestações de baratas sob controle, com desinsetizações constantes, e manter as áreas limpas, sem restos de comida.”

Além disso, existem produtos específicos para combater o escorpião, mas são de venda controlada; por isso, é necessário entrar em contato com empresas especializadas e equipes treinadas de desinsetização para aplicação do produto que elimina o aracnídeo. (Fonte: Bayer – Foto: Secretaria de Saúde RS/Reprodução)

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