Economia

Maior alta desde 2014 leva inflação da indústria a 5,22%

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Em fevereiro (2021), os preços da indústria subiram 5,22% frente a janeiro, a maior alta da série histórica do Índice de Preços ao Produtor (IPP), iniciada em 2014. O desempenho do índice em fevereiro é o segundo recorde consecutivo, após a revisão de 3,36% para 3,55% do resultado de janeiro. Com isso, o IPP acumula altas recordes de 8,95%, no ano, e de 28,58% nos últimos 12 meses.

O resultado, divulgado hoje (30/06/21) pelo IBGE, reflete, principalmente, a elevação de preços das indústrias extrativas (27,91%), de refino de petróleo e produtos de álcool (12,12%), de outros produtos químicos (9,69%) e de metalurgia (8,35%). Estes são os mesmos setores que exerceram as maiores influências no resultado agregado: indústrias extrativas (1,66 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (1,04 p.p.), outros produtos químicos (0,79 p.p.) e metalurgia (0,56 p.p.).

Esse é o décimo nono aumento consecutivo na comparação mês a mês do indicador – desde agosto de 2019. O índice mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação. Dessas, 23 apresentaram variações positivas.

“O resultado dá continuidade a uma sequência de variações positivas no índice. Fatores importantes em explicar a trajetória recente dos preços industriais continuam importantes e vão traduzir – com os 3,55% de janeiro e com um número maior em fevereiro, 5,22% – um movimento que já temos percebido há alguns meses. Há uma continuidade na combinação de efeitos conjunturais, que, traduzida em números, entrega uma inflação acumulada em fevereiro de 8,95%” – afirma o técnico da pesquisa, Felipe Figueiredo Câmara. (Fonte e foto: IBGE-Unidade Minas Gerais)

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