Polícia

Mantida prisão de agressor da companheira

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Boleia foi palco da violência contra a mulher

Vítima ficou presa em boleia de caminhão e sofreu violência sexual

Um homem acusado da prática dos crimes de lesão corporal, estupro e cárcere privado contra a companheira teve o pedido de habeas corpus negado pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O réu está preso preventivamente desde 23 de novembro de 2020.

De acordo com a denúncia, o caminhoneiro manteve a ex-namorada presa na boleia do veículo por várias horas. No período, o motorista machucou a mulher com a pistola de ar do caminhão e obrigou-a a ter relações sexuais com ele. A vítima foi resgatada quando um funcionário do supermercado para onde o agressor estava entregando produtos chamou a polícia.

A juíza Marina de Alcântara Sena, da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e de Inquéritos Policiais da Comarca de Contagem, rejeitou o pedido de liberdade dele. Diante disso, o caminhoneiro impetrou habeas corpus no TJMG.

O desembargador relator, Dirceu Walace Baroni, entendeu que a decisão da juíza foi fundamentada, tendo em vista a materialidade do delito, indícios de autoria, a agressividade, a periculosidade do agente e as circunstâncias dos crimes. O magistrado ponderou que, de acordo com o processo, o motorista agrediu a companheira com chutes, socos e mordidas, enforcando-a com um cabo de carregador e ferindo-a com a pistola de ar do caminhão. Uma testemunha também disse que a vítima apresentava um corte no supercílio esquerdo e hematomas pelo corpo. Segundo o relator, o caminhoneiro confessou as agressões, que só não tiveram consequências mais graves devido à intervenção de um terceiro. Os desembargadores Maurício Pinto Ferreira e Henrique Abi-Ackel Torres aderiram ao voto. (Fonte e foito: TJMG)

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