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Minas tem 384.072 vítimas de empinada de motos

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Cultura do Grau, falta de educação criminosa

Nem mesmo a pandemia conseguiu controlar o alto índice de infrações pela “Cultura do Grau”, prática de empinar a moto, nas grandes cidades. Segundo dados do Denatran, o volume de infrações relacionadas à condução de motocicleta ou similares por equilibrar-se em apenas uma roda aumentou 53% entre janeiro e abril de 2021, comparando ao mesmo período do ano passado. O crescimento da prática “do Grau” colocou o tema no radar da Younder, empresa especializada em treinamentos corporativos voltados à mobilidade e segurança do Trabalho, do Grupo Tecnowise, que conduziu um estudo detalhado de como essa infração continua sendo uma preocupação dos condutores de motocicletas.

ÍNDICE DO “GRAU” NO BRASIL
A pesquisa “As Dores e os Motociclistas”, realizada em 2020 pela Younder, por meio de uma análise qualitativa e quantitativa de 1 mil tweets reportados pelos motociclistas, aponta o ato de empinar a moto como o segundo maior ponto de atenção (20%) e imprudência citada (18%). A Seguradora Líder aponta que, entre 2009 e 2020, foram pagos mais de R$ 3,8 milhões de indenizações às vítimas de acidentes de trânsito que envolvem motocicletas e ciclomotores. Os três principais estados com o maior número de vítimas pela infração “do Grau” são: São Paulo (402.021), Minas Gerais (384.072) e Ceará (375.977).
A “Cultura do Grau” é uma infração de trânsito gravíssima por ser um risco à vida. Quando um motociclista empina uma moto, ele coloca em risco a própria vida e a de outras pessoas. A prática pode ser ainda mais fatal quando realizada sem o capacete, o que também é muito comum. “Só em 2020, morreram, em média, 48 motociclistas por dia no país. (Fonte: Younder – Foto: Pinterest)

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