Economia

Na indústria, inflação é de 3,13%

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Após subirem 0,54% em fevereiro frente a janeiro, os preços no setor industrial em março de 2022 aceleraram para 3,13% em relação ao mês anterior. A taxa foi de 18,31%, caindo em relação ao verificado em fevereiro (20,02%), no índice que registra os últimos 12 meses. Houve um aumento de 4,93%, abaixo do verificado no primeiro trimestre de 2021 (13,92%), no acumulado do ano. Os dados são do Índice de Preços ao Produtor – IPP -, divulgado hoje (28/04/22) pelo IBGE.
O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação. Dessas, 16 apresentaram alta em março.
As maiores influências vieram de refino de petróleo e biocombustíveis (1,23 p.p.), alimentos (0,71 p.p.), indústrias extrativas (0,61 p.p.) e outros produtos químicos (0,57 p.p.). “Essas quatro atividades responderam por 3,12 p.p, praticamente todo o índice” – diz Manuel Campos, gerente do IPP.
O aumento de 3,13% em março se deu muito em função dos custos e do movimento internacional, começando com o preço do barril de petróleo. “Quando aumenta o preço do barril, aumenta o preço dos derivados. Os preços do setor de refino de petróleo e biocombustíveis aumentaram em 10,84% em março, com destaque para o óleo diesel e gasolina” – comenta Campos.
“Além disso, também aumentam os preços nas indústrias extrativas, pois o óleo bruto de petróleo é uma commodity com preço cotado no mercado internacional” – esclarece. No mês de março, os preços nas indústrias extrativas tiveram um aumento de 10,69%, a terceira alta consecutiva.
Já o setor de outros produtos químicos teve alta de preços de 5,75%, maior desde outubro de 2021, quando alcançou 6,42%. “Os resultados observados estão ligados principalmente aos preços internacionais, com impacto nos custos de aquisição das matérias-primas, especialmente dos produtos ligados a adubos e herbicidas, que foram responsáveis por mais de 90% do aumento do setor”- destaca o gerente do índice.
No caso da indústria de alimentos, houve aumentos nos preços das carnes de aves, resíduos de soja e leite. “A variação do setor alimentar foi de 3,01%, e este é o setor de maior peso na pesquisa, aproximadamente 23%” – explicou.
A pesquisa investiga, em pouco mais de 2.100 empresas, os preços recebidos pelo produtor, isentos de impostos, tarifas e fretes e definidos segundo as práticas comerciais mais usuais. Cerca de 6 mil preços são coletados, mensalmente. As tabelas completas do IPP estão disponíveis no Sidra. (Fonte e foto: IBGE-Unidade Minas Gerais)

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