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Pesquisa mostra jovens mineiros alheios às recomendações de isolamento

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Comparados aos jovens de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, os de Minas Gerais são os que mais continuam trabalhando normalmente em meio à pandemia, comparecendo fisicamente aos locais de ofício (62,9%, contra a média de 47,4%). Também são os que menos vêm seguindo as recomendações de quarentena/isolamento social dos órgãos governamentais (10,8% de descumprimento, ante média de 7,2%).

É o que revela pesquisa nacional realizada pelo Espro (Ensino Social Profissionalizante), feita com 13.619 entrevistados de 18 Estados do país, mais o Distrito Federal. O levantamento mediu diferentes aspectos da vida dos entrevistados em cinco momentos do ano passado, do início da pandemia (abril) até os primeiros anúncios concretos de vacinas contra a doença (novembro).

Entre os temas abordados estão informações e preocupações com o Covid-19, medidas de proteção utilizadas, bem-estar, emprego e estudos. Em Minas Gerais, foram recebidas mais de 1.680 respostas nas cinco ondas de pesquisa. O recorte comparativo entre MG, SP, RJ e PR é o da última onda da pesquisa, em novembro, com 240 respostas.

Na comparação entre os Estados que tiveram maior número de respondentes, a geração Z mineira é também a que mais relata estar sem estudar. Quase metade dos jovens mineiros está nessa situação (45,8%). Para efeitos de comparação, entre os jovens paranaenses esse índice não chega a um terço (29,5%).

“A pesquisa mostra que o jovem mineiro está mais suscetível à doença que colegas de outros Estados devido à necessidade de estar fisicamente no estágio ou trabalho para ajudar na renda familiar. Isso também influi em seu tempo de estudo” – afirma Alessandro Saade, superintendente executivo do Espro.

Os jovens de Minas Gerais também são os que mais manifestam nível de preocupação muito alto com impactos da Covid-19 na economia (39,2%, contra a média de 34,7% dos outros Estados), além de relatarem, seguindo o que se verificou em âmbito nacional, níveis elevados de ansiedade (84,7%), cansaço (74,5%) e desânimo (80%) em virtude da pandemia. (Fonte: 2PRÓ Comunicação – Foto: Freepik)

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