Social

Pesquisa: pandemia aumenta jornada da mulher em 79%

Publicado em
Em casa, trabalho da mulher é duro

A jornada da mulher nas tarefas de casa, no dia a dia da família brasileira, é muito mais intensa e exaustiva que a do homem. Essa divisão sempre foi desequilibrada. O isolamento social e a pandemia levaram 79% das mulheres a afirmar que sua jornada diária aumentou muito em relação ao trabalho. Ser mãe, cuidar da casa, entre outras tarefas, mesmo tendo um companheiro, trazem um sentimento de exaustão frequente para 73% das brasileiras. Os números são de uma pesquisa da Hibou – empresa especializada em pesquisa e monitoramento de mercado e consumo, em que 2.250 pessoas responderam de forma digital, entre 24 de fevereiro e 2 de março, em território nacional, garantindo 95% de significância e 2% de margem de erro. A pesquisa engloba mulheres de todos os níveis de renda e faixa etária.

“A maior quantidade de trabalho, de acordo com 69% das entrevistadas, é a principal queixa das mulheres nesse período. Isso pode um ser gatilho para a segunda maior reclamação, que está relacionada à dificuldade para dormir, já que 41% das mulheres convive com a insônia em função de todas as suas responsabilidades. É uma rotina abusiva, que envolve jornadas duplas e até triplas de trabalho. Triste saber que 9% das mulheres ouvidas chegou a pedir demissão ou se afastou do trabalho em função dessa realidade” – informa Lígia Mello, da Hibou.

A pandemia potencializa a violência doméstica e o abuso emocional. Com isso, 81% das entrevistadas ouviu uma história de mulheres próximas que sofreram agressão doméstica. Sobre a saúde mental, 65% teve ou ajudou alguma amiga ou familiar mulher com problemas de ansiedade ou depressão.

Um índice de 72% das entrevistadas afirmou que sentiu mais confiança neste momento desafiador para tomar alguma atitude em casa, no trabalho ou na vida pessoal, e 41% conversaram em casa e conseguiram algum tipo de ajuda para a rotina do confinamento. Ainda de acordo com os dados, apenas 3 a cada 10 mulheres tomaram de fato alguma atitude real sobre ocorrências cotidianas. Quando as mulheres precisam desabafar, 55% conversam com amigas, 49% rezam ou fazem atividade similar, 46% engolem o problema e seguem em frente, 39% sentam e choram e 31% conversam com algum parente. Mas, na maioria das vezes, essas atitudes não dão o suporte necessário para essas mulheres na hora do desalento.

Com aumento de 18% na comparação entre 2018 e 2021, 8 entre 10 mulheres ainda se sentem diminuídas em algumas situações profissionais. 51% se sentem desconfortáveis em ambientes como estádios esportivos, feiras, eventos de tecnologia, corridas de carro, sexshop, borracharia ou oficina mecânica. Mas, em 2018, esse sentimento era maior, atingindo 68% das mulheres. (Fonte: Hibou -– Foto: Freepik )

Clique para comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Visitadas

Topo