Agro

Pragas e doenças podem diminuir produção da cana em até 60%

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Cana, um doce em risco

O açúcar feito com a cana até hoje tem importância fundamental para a economia brasileira, movimentando cerca de R$ 55 bilhões.

“Atualmente, a cana é plantada em uma área equivalente a 10,1 milhões de estádios de futebol. São mais de 750 milhões de toneladas colhidas anualmente, quase sete vezes mais do que o registrado em levantamentos feitos na década de 1970” – destaca o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Júlio Borges, com base em dados do IBGE.

O Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, com 40% da colheita global, à frente de potências como Índia e China. E esse produto agrícola não serve apenas para alimentação ou para a produção de bebidas, mas também para produção de combustível de alta qualidade.

Mas, pragas, doenças e plantas daninhas tiram o sossego dos produtores rurais. Especialmente em épocas mais secas, as daninhas são um perigo iminente, pois causam competição por água e nutrientes. Sem tratamento, a braquiária, o capim-colchão, o capim-colonião e a corda-de-viola podem reduzir até 60% da produção, um prejuízo potencial de R$ 32,8 bilhões.

São igualmente preocupantes doenças fúngicas como a podridão-abacaxi (Thielaviopsis paradoxa), a ferrugem alaranjada (Puccinia kuehnii) e marrom (Puccinia melanocephala), assim como insetos – broca da cana-de-açúcar e as cigarrinhas das raízes e das folhas.

PRODUÇÃO REGIONAL Cerca de 57% da produção nacional de cana-de-açúcar estão concentrados no Estado de São Paulo, que produz 425,6 toneladas ao ano, segundo o IBGE. Em seguida, o ranking tem Goiás (10% da colheita total), Minas Gerais (9,7%), Mato Grosso do Sul (6,9%), Paraná (5,5%), Mato Grosso (3,1%), Alagoas (2,5%), Pernambuco (1,6%), Paraíba (0,72%) e Bahia (0,69%). Todas os demais Estados, além do Distrito Federal, também têm canaviais. (Fonte e foto: Sindiveg)

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