Política

Só dá ladrão…

Publicado em
Ex-governador Ricardo Coutinho, da Paraíba

Por que será que as pessoas não conseguem entrar no cenário político nacional e se manterem longe do crime? Por que será que, via de regra, se enveredam pela marginalidade, buscando dinheiro e privilégios?  Será que já vêm para a política com todos os defeitos e podres que já tinham na vida normal? Será que foram criadas assim, mal orientadas pelos pais ou doutrinadas em escolas imorais?

No Brasil, o índice de ladroagem entre os políticos dos altos escalões é muito elevado. A todo instante, a Polícia Federal desencadeia uma operação com vistas a prender um político ladrão.  

Na manhã de hoje (17/12/19), foi a vez da “Operação Calvário – Juízo Final” (que cumpre 54 mandados de busca e apreensão e 17 ordens de prisão preventiva nos Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Goiânia e Paraná), que visa a desarticular uma organização criminosa que desviou R$ 134,2 milhões dos recursos da saúde na Paraíba. Cerca de 350 policiais federais participam das ações, além de procuradores e auditores da Controladoria-Geral da União. Iniciada em dezembro de 2018, a Operação Calvário investiga uma quadrilha pela pratica de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos em contratos firmados com unidades de saúde e educação do Estado que, somados, ultrapassam R$ 1 bilhão.

E, vejam, um dos alvos da ação é o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), que teve prisão preventiva decretada. E seu nome já foi inscrito na lista vermelha da Interpol, pois o desonesto não se encontra no Brasil.

Também a deputada estadual Estela Bezerra e a prefeita Márcia de Figueiredo Lucena Lira (de Conde), ambas do PSB, são objetos de prisão preventiva.

OS ASSALTOS

Segundo informações veiculadas pelo “Estadão”, “Do valor total desviado pelo grupo investigado, mais de R$ 120 milhões teriam sido destinados a políticos e às campanhas eleitorais de 2010, 2014 e 2018, diz a PF. A quadrilha teria ainda fraudado licitações e concursos públicos, além de ter superfaturado equipamentos, serviços e medicamentos. Segundo a Polícia Federal, foi organizada uma rede de prestadores de serviços terceirizados e de fornecedores que fechavam contratos com sobrepreço na gestão dos Hospitais de Trauma de Mamanguape e do Metropolitano, em Santa Rita.”

É ainda o jornal: “Para se blindar de fiscalização do Tribunal de Contas do Estado, a quadrilha teria pagado propinas e utilizado contratos de ‘advocacia preventiva’ ou de ‘advocacia por êxito’ para ocultar a movimentação dos valores, diz a corporação. A investigação apontou ainda que houve uso eleitoral dos serviços de saúde, com direcionamento de atendimentos e fraude no concurso de pré-seleção de pessoal do Hospital Metropolitano no ano de 2018.”

Segundo a PF, os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitação e corrupção passiva e ativa. (Fonte: Estadão – Foto: Reprodução)

Clique para comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Visitadas

Topo