Brasil

Violência contra a mulher é debatida em Nanuque

Publicado em
Autoridades reunidas para discutir ações de combate à violência doméstica

Iniciando o mês de setembro (21), autoridades dos municípios de Nanuque e Serra dos Aimorés se reuniram para debater ações de conscientização e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. A iniciativa, da juíza Aline Gomes dos Santos Silva, da 2ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Nanuque, teve como objetivo fortalecer o fluxo de atendimento às vítimas desse tipo de violência.
Esse foi o segundo encontro realizado sobre o tema, neste semestre, no salão do Júri da comarca. Durante as reuniões, Aline Silva falou sobre a necessidade de divulgação e implementação do gesto de denúncia feito pelas vítimas, por meio de um X vermelho na mão. A magistrada ressaltou também a importância da capacitação dos integrantes das equipes de assistência social e de saúde para lidar com o problema e abordou, ainda, a obrigatoriedade de notificação em atendimentos médicos das vítimas de violência doméstica.

MULHER LIVRE DE VIOLÊNCIA
A cabo da Polícia Militar Juliana Lemes, no último encontro, fez palestra de exposição do Projeto Mulher Livre de Violência (MLV), premiado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com o selo de práticas inovadoras. Durante a palestra, foram tratados temas como a importância do fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra mulher, a necessidade de capacitação permanente de todos os atores do atendimento aos casos de violência doméstica e a imprescindibilidade de se promoverem ações de autonomia das mulheres em situação de vulnerabilidade social.
A juíza Aline Silva encerrou a reunião convocando as redes de enfrentamento dos municípios de Nanuque e Serra dos Aimorés para implementação de grupos de diálogos para atendimento de homens agressores, com enfoque em ações educacionais. Enfatizou, também, a necessidade de se fomentar a busca ativa nos atendimentos às vítimas de violência, diante da dificuldade que muitas mulheres possuem em se identificar em relacionamentos abusivos. (Fonte e foto: TJMG)

Clique para comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Visitadas

Topo